PORQUE ALGUMAS DOENÇAS ATINGEM MAIS AS MULHERES DO QUE HOMENS

Neste dia em que é comemorado o dia internacional da mulher, relacionei algumas doenças exclusivamente femininas e também as doenças que atingem mais as mulheres do que homens.

Estas doenças podem estar relacionadas a heranças genéticas ou estilos de vida. São doenças que merecem muita a atenção, aproveite para entender e ajude as pessoas que você gosta compartilhando estas informações, pois a prevenção é sempre o melhor remédio.

CÂNCER DE MAMA: é a segunda causa de morte no Brasil, com aproximadamente 49 mil novos casos por ano de acordo com o Inca. O câncer é um tumor causado por uma multiplicação exagerada das células e considerado maligno quando começa a se espalhar e invadir inclusive outros órgãos além da mama. Tem altos níveis de cura quando diagnosticado precocemente; porém, muitas mulheres não realizam o autoexame ou exames periódicos e, quando descobrem o câncer, ele já está em estágio avançado. Fazer o autoexame é fácil, rápido e pode salvar vidas. A mamografia deve ser feita anualmente em mulheres com mais de 40 anos.

HPV: o papiloma vírus humano atinge cerca 360 milhões de pessoas no mundo, sendo a quarta causa de morte de mulheres no Brasil, atrás do AVC, infarto e câncer de mama. Por ano, são mais de 18 mil casos e quase 5 mil óbitos. Estudos comprovam que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Os exames preventivos, como Papanicolau e colposcopia, são indispensáveis para detectar a presença do vírus e tratá-lo adequadamente, evitando agravamentos como o câncer de colo de útero, o terceiro tipo de câncer mais comum em mulheres e responsável, anualmente, pela morte de 275 mil mulheres em todo o mundo.

DOENÇAS DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO: As doenças do sistema reprodutor feminino são outra ameaça constante na vida da mulher. Entre as mais comuns estão a vulvovaginite (inflamação ou infecção da vulva e vagina), a síndrome dos ovários policísticos (presença de pequenos cistos nos ovários), a fibrose uterina ou mioma uterino (pequenos tumores benignos no útero) e a endometriose (presença de células do endométrio - camada interna do útero que é expelida durante a menstruação – fora da cavidade uterina, desencadeando um processo inflamatório).

Como a endometriose ainda é tida como uma doença misteriosa e muitas mulheres nem sabem que têm este problema, foi criado, em 2009, o Gapendi (Grupo de Apoio às Portadoras de Endometriose e Infertilidade) com o objetivo de ajudar outras mulheres a descobrirem mais sobre esse mal. Além do Blog Eu Tenho Endometriose, há dois grupos no Facebook que contam com mais de 18 mil membros e uma fan page, Endometriose Online: www.facebook.com/endoonline.

OSTEOPOROSE: a doença, que resulta da carência de cálcio no organismo, atinge 10 milhões de pessoas no Brasil. Apesar de ter uma predisposição genética, o estilo de vida também pode agravar o problema – como sedentarismo, alimentação inadequada, fumo, álcool e café em excesso. A prevenção está diretamente ligada a uma dieta rica em cálcio e à prática de exercícios físicos para fortalecer a musculatura. Estudos recentes também apontam a doença celíaca como um dos causadores da osteoporose.

ALZHEIMER: estudos recentes realizados nos EUA demostraram que a variante genética mais comumente associada à doença afeta as mulheres, mas não os homens. Além disso, também são apontadas como fatores para a incidência maior em mulheres: diferenças na anatomia do cérebro, na redução de volume associado à idade e no processo de metabolismo de glicose. Estima-se que aproximadamente 35 milhões de pessoas em todo o mundo convivam com a doença, sendo 1,2 milhões apenas no Brasil. Como ainda não há cura, esse número que pode chegar a 115 milhões até 2050.

LUPUS: ainda pouco conhecido pela população, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) estima 65 mil brasileiros tenham a doença, sendo que 90% dos casos são mulheres. É uma doença autoimune, ou seja, o sistema imunológico ataca os tecidos saudáveis por engano e, com o tempo, causa danos à pele, articulações e órgãos como fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Quando diagnosticada, é fundamental que a paciente se previna de infecções, que podem deixar o organismo ainda mais vulnerável.

ESCLEROSE MÚLTIPLA: também é uma doença autoimune, que afeta o sistema nervoso central e causa inflamação no cérebro e na medula espinhal. Acomete com mais frequência mulheres brancas e jovens, sendo que os primeiros sintomas aparecem entre os 20 e 40 anos. Apesar de se manifestar em indivíduos que carregam um gene de suscetibilidade, não se trata de uma doença hereditária. Há tratamentos que ajudam a diminuir os sintomas, mas ainda não há cura.

Um feliz dia das mulheres

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